Je Suis Ahmed: O atentado ao Charlie Hebdo, de uma perspectiva libertária islâmica – Episódio 011

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Neste episódio, Alexandre Costa discute o atentado ao jornal francês “Charlie Hebdo” de uma perspectiva libertária islâmica. “Ué! isso existe?”, você poderia se perguntar. Ouça o episódio e descubra! 😉

Links do Episódio

  • Para saber mais sobre o sufismo: Os Sufis de Idries Shah
  • Uma perspectiva universalista e cosmopolita do Islam, descrita pelo brilhante escritor afegão e Mestre Sufi Sirdar Ikbal Ali Shah: Luzes da Ásia
  • Uma visão econômica liberal do Islam, por Mustafa Akyol, em Islam without extremes

Músicas do Episódio:

Liberdade De Se Drogar Na Teoria E Na Prática – Episódio 010

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Libertários defendem o que chamamos de “direito negativo”, ou seja, a liberdade de fazer escolhas que envolvam consequências sobre nosso corpo e nossa propriedade, desde que não iniciemos agressão contra outro indivíduo humano.

A maioria defende a liberação irrestrita de todas as drogas, por exemplo, baseados no Princípio da Não-Agressão, comumente referido como PNA. Este é o princípio radical do respeito à liberdade de uma pessoa sobre o seu corpo e sua propriedade, a liberdade de não ser impedido de fazer uso de seus próprios recursos, desde que não iniciem agressão contra outrem, caso no qual a legítima defesa se aplicaria.

Isso implicaria em que uma pessoa, idealmente, deveria poder comprar e fazer uso livre de qualquer mercadoria, desde que ninguém seja ferido no processo.

Os libertários se identificam com a livre iniciativa e o livre intercâmbio, que reputam não somente como uma condição mais benéfica para a sociedade como um todo, mas como a única condição moralmente correta.

O que às vezes é negligenciado é que a própria liberdade, a capacidade de escolher e tomar decisões é um processo que tem raízes biológicas, históricas e culturais. A questão das drogas é um excelente caso para a exposição deste fato básico: para além de um princípio idealista, a liberdade é (ou implica no uso de) um conjunto de faculdades, profundamente enraizadas no cérebro, e um produto de três níveis diferentes de evolução: filogenético, ontogenético e cultural.

Porque as pessoas se drogam

Todas as sociedades humanas conhecidas encontram meios de alterar o estado ordinário de consciência, aspirando a experiências que os permitam ver a realidade de uma forma diferente da que vemos em nosso estado de vigília.

Drogas são usadas para isso desde tempos imemoriais. Mas não apenas pela ingestão de substâncias psicoativas se atinge essa meta, alterar a consiencia. Várias técnicas de meditação e oração, de todas as culturas, jogam esse papel, em certa medida.

Algumas culturas usam exclusivamente métodos de alteração da consciência que não envolvem o consumo de substâncias. Outras usam uma combinação das duas. O fato é que o “barato” é uma parte intrínseca de todas as culturas conhecidas, quer seja obtido através de exercícios respiratórios, ou pelo consumo de infusões e derivados de extratos vegetais.

Isso acontece porque, em algum momento da evolução, nos

  • Estados alterados de consciência
    Como em rituais religiosos, com ou sem o uso de substâncias psicoativas

    • Alívio da rotina do dia-a-dia
    • Experiências religiosas
    • Favorecimento da criatividade
    • Com uso de substâncias psicoativas
      • Seu corpo, suas regras
      • Estimulação direta dos centros de prazer do cérebro, com um menor custo de resposta que outras alternativas
      • Risco maior de dependência
      • Reforçamento social
      • Danos físicos colaterais
        • Ao cérebro
        • Aos sistemas envolvidos na metabolização do ingrediente psicoativo
    • Sem uso de substâncias psicoativas
      • Reforçamento social
      • Maior custo de resposta
      • Menor risco de danos físicos colaterais

Porque as pessoas se viciam

  • Poucas oportunidades de experimentar prazer sem o uso de substâncias
  • Hipossensibilidade dos centros de prazer no cérebro
  • Reforçamento contínuo
  • Aumento da resistência física

Porque as drogas são proibidas

  • Associação com culturas consideradas “inferiores”
  • Proteção estatal do cidadão
    a.k.a. proteger-nos de nós mesmos
  • Proteção do sistema de saúde pública
    todos pagam pelos erros de alguns: Já foi desculpa para muitos totalitarismos no passado
  • Ameaça à liberdade alheia
    • Enfraquecimento da auto-censura
    • Uso da propriedade alheia
    • Sofrimento dos parentes
  • Efeitos da proibição das drogas
    • Proibir é operação estabelecedora de impulso
    • Os contrabandistas e os batistas
      http://youtu.be/-JcBSVE1wl4
    • A proibição de qualquer coisa pelo estado não impede que ela aconteça.

Na teoria e na prática

  • Liberdade como uma conquista evolutiva
  • Marcos biológicos da liberdade
  • Contribuições da Neuropsicologia
    • Neurobiologia da consciência e do self
    • A individualidade como resultado da evolução
    • O delicado balanço da saúde mental humana
  • Conclusão
    • O paradoxo da liberdade
    • Liberdade como direito negativo
    • Pagando pelos erros certos
    • Assumindo os próprios erros

      Músicas do Episódio

  • Check up por Raul Seixas
  • L.B.J. por Galt MacDermot & Tom Pierson para o filme Hair, ícone da contracultura.

Um liberal sem medo da polêmica – Episódio 009

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Não, não trouxe o Rodrigo Constantino para o livre intercâmbio. Trouxe André Levy, um doutorando em economia, pela New South Wales University, e Mestre em Stanford, que mora em Sidney, na Austrália, e ataca os elefantes brancos da política, no Brasil e no mundo, com seu martelo iconoclasta, citando clássicos como Alexis de Tocqueville, John Locke e Adam Smith. Quase não fica ninguém de pé.

Preparem-se para ouvir o contrário do que este podcast tem afirmado ao longo de um ano. Neste episódio, entrevistamos um “liberal solidário” contratualista, que acredita na necessidade da existência do estado, e é contra o anarquismo.

É um contraponto ao discurso deste podcast: André defende e justifica a existência de um equilíbrio de poderes entre estado e mercado, Para garantir as liberdades civis e econômicas e proteger as pessoas tanto da “exploração capitalista” quanto do “totalitarismo estatal”.

Obs.: Em alguns pontos do podcast, minha voz adquire uma reverberação chata, mas dá pra entender o que digo. Última vez que capturo voz no QuickTime com meu Audio Technica AT2005 USB. Vou voltar para o Audio Hijack Pro. O áudio do André, que é mais importante, está bacana.

Links

Músicas

Bitcoin e outras criptomoedas: um ano depois – Episódio 008

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Alexandre Costa conversa com Luiz Antônio Izidoro, estudante de economia, sobre bitcoin e outras criptomoedas, quase um ano após a primeira conversa sobre o assunto, no episódio 01 do Livre Intercâmbio. A voz dele ficou parecida com a do Darth Vader durante uma parte do áudio, mas tá valendo: a conversa ficou muito boa.

  • Introdução e 1 ano depois
  • Explicação rápida
  • Bitcoin como criptomoeda mais consolidada
  • As variações no preço, bolha e uso como investimento
  • Mt Gox. e milionário
  • Quem está usando
  • Como comprar/vender e sites
  • bitocoin no iOS
  • Legalidade para pagamentos no Brasil
  • Libertarianismo e Bitcoin
  • Por que os bancos e governos não gostam?
  • Pensamentos para o futuro do Bitcoin

Links:

Músicas

Rap do Anarquista – Episódio 006

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Um Rap para você entender de vez por todas se sou de esquerda ou de direita.

Letra: Alexandre Costa

Música: Garage Band

Rap do Anarquista

– I –

Como um senhor dos anéis
O esquerdista se vende
O direitista se compra
Pelos mesmos cem mil-réis

Você me chama de lado
Me quer na sua fileira
Pois fora a sua maneira
Todo o resto está errado

Me diz que a liberdade
Precisa ter um limite
Pois sempre há quem se irrite
Com quem diz barbaridade

Economia é complicado
Por isso você controla
O papo quente que rola
Fez fomentar, foi plantado

Diz que dependo do estado
Que não discuta o assunto
Pois quando a gente tá junto
Ninguém mais é explorado

No entanto, quando empossado
Você afirma que a luta
Requer ação dissoluta
E ainda me quer do seu lado

Se eu recuso, revoltado
Você me acusa e me odeia
Vejo que a coisa é mais feia
Do que eu tinha pensado

Que a igualdade tem lado
Pra você ela é um escudo
E o contraditório é mudo
Nesse teu papo escaldado

Saiba, esquerdista safado
Que teu discurso é balela
Tua risada amarela
Não me vê mais empolgado!

Acho você um folgado
Você me chama direita
Com sua mente estreita
Você me diz alienado.
– II –
Como um senhor dos anéis
O esquerdista se vende
O direitista se compra
Pelos mesmos cem mil-réis

Você me chama de lado
Me quer na sua fileira
Pois fora a sua maneira
Todo o resto está errado

Me diz que a liberdade
É sua eterna bandeira
E que, da sua maneira
Você deseja a igualdade

Economia é fácil
E você nunca controla
Um dia usamos vitrola
E hoje iPod é passado

Diz que o capital gerado
Pertence a quem merece
Que o trabalho enobrece
E que ninguém é explorado

Quando controla o estado
Você se torna tirano
Em pouco menos de um ano
só enriquece o seu prado

Se eu recuso, revoltado
Você me acusa e me odeia
Vejo que a coisa é mais feia
Do que eu tinha pensado

Que a liberdade tem lado
Pra você ela é um escudo
E o contraditório é mudo
Nesse teu papo escaldado

Saiba, direitão safado
Que teu discurso é balela
Tua risada amarela
Não me vê mais empolgado!

Acho você um folgado
Você me chama de esquerda
Com sua mente de merda
Você me diz alienado.

– III –
Como um senhor dos anéis
O esquerdista se vende
O direitista se compra
Pelos mesmos cem mil-réis

Mas então, e de que lado
Fico eu no fim das contas
Todas as tretas que aprontas
Vão me deixar desconfiado

É que o poder, quando chega
Corrompe completamente
Cria exceções, cegamente
Pra se manter de um só lado

É por isso, que o estado
Existindo, causa briga
Pois os dois lados da intriga
Querem tê-lo conquistado

Como um senhor dos anéis
O esquerdista se vende
O direitista se compra
Pelos mesmos cem mil-réis

E nós seguimos na mesma
caminhando, e trabalhando
E no caminho, pagando
Feito besta, feito lesma

Um tal poder deveria
Ser limitado aos extremos
Pois mesmo os que queremos
Fazer o bem com alegria

Seremos subjugados
Pelo poder que reclama
De nós uma constante chama
A consumir-nos queimados

Pois essa chama que visa
A controlar, destruir
Tudo o que existe, precisa
De nosso sim, pra existir.

Alexandre Costa e Silva
23-03-2014

Individualismo – episódio 004

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No quarto episódio do Livre Intercâmbio Podcast, uma reflexão musical sobre individualismo, com a participação de Caetano Veloso, Ultraje a Rigor, Lobão, Raul Seixas e Josef Stalin.

Esse tal de Libertarianismo – Episódio 002

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Neste episódio, Alexandre Costa conversa com a Doutora em Filosofia Andrea Faggion, Professora do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Londrina, sobre o libertarianismo, entendido como uma adesão radical ao Princípio da Não Agressão, dentre outros assuntos em filosofia política.

Links Do Episódio:

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