Rap do Anarquista – Episódio 006

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Um Rap para você entender de vez por todas se sou de esquerda ou de direita.

Letra: Alexandre Costa

Música: Garage Band

Rap do Anarquista

– I –

Como um senhor dos anéis
O esquerdista se vende
O direitista se compra
Pelos mesmos cem mil-réis

Você me chama de lado
Me quer na sua fileira
Pois fora a sua maneira
Todo o resto está errado

Me diz que a liberdade
Precisa ter um limite
Pois sempre há quem se irrite
Com quem diz barbaridade

Economia é complicado
Por isso você controla
O papo quente que rola
Fez fomentar, foi plantado

Diz que dependo do estado
Que não discuta o assunto
Pois quando a gente tá junto
Ninguém mais é explorado

No entanto, quando empossado
Você afirma que a luta
Requer ação dissoluta
E ainda me quer do seu lado

Se eu recuso, revoltado
Você me acusa e me odeia
Vejo que a coisa é mais feia
Do que eu tinha pensado

Que a igualdade tem lado
Pra você ela é um escudo
E o contraditório é mudo
Nesse teu papo escaldado

Saiba, esquerdista safado
Que teu discurso é balela
Tua risada amarela
Não me vê mais empolgado!

Acho você um folgado
Você me chama direita
Com sua mente estreita
Você me diz alienado.
– II –
Como um senhor dos anéis
O esquerdista se vende
O direitista se compra
Pelos mesmos cem mil-réis

Você me chama de lado
Me quer na sua fileira
Pois fora a sua maneira
Todo o resto está errado

Me diz que a liberdade
É sua eterna bandeira
E que, da sua maneira
Você deseja a igualdade

Economia é fácil
E você nunca controla
Um dia usamos vitrola
E hoje iPod é passado

Diz que o capital gerado
Pertence a quem merece
Que o trabalho enobrece
E que ninguém é explorado

Quando controla o estado
Você se torna tirano
Em pouco menos de um ano
só enriquece o seu prado

Se eu recuso, revoltado
Você me acusa e me odeia
Vejo que a coisa é mais feia
Do que eu tinha pensado

Que a liberdade tem lado
Pra você ela é um escudo
E o contraditório é mudo
Nesse teu papo escaldado

Saiba, direitão safado
Que teu discurso é balela
Tua risada amarela
Não me vê mais empolgado!

Acho você um folgado
Você me chama de esquerda
Com sua mente de merda
Você me diz alienado.

– III –
Como um senhor dos anéis
O esquerdista se vende
O direitista se compra
Pelos mesmos cem mil-réis

Mas então, e de que lado
Fico eu no fim das contas
Todas as tretas que aprontas
Vão me deixar desconfiado

É que o poder, quando chega
Corrompe completamente
Cria exceções, cegamente
Pra se manter de um só lado

É por isso, que o estado
Existindo, causa briga
Pois os dois lados da intriga
Querem tê-lo conquistado

Como um senhor dos anéis
O esquerdista se vende
O direitista se compra
Pelos mesmos cem mil-réis

E nós seguimos na mesma
caminhando, e trabalhando
E no caminho, pagando
Feito besta, feito lesma

Um tal poder deveria
Ser limitado aos extremos
Pois mesmo os que queremos
Fazer o bem com alegria

Seremos subjugados
Pelo poder que reclama
De nós uma constante chama
A consumir-nos queimados

Pois essa chama que visa
A controlar, destruir
Tudo o que existe, precisa
De nosso sim, pra existir.

Alexandre Costa e Silva
23-03-2014

Individualismo – episódio 004

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